domingo, 13 de maio de 2007

What to say?
Eu continuo sendo uma idiota no quesito "escolha de parceiros". Acho que nem tenho muita vontade de discorrer sobre o assunto; estou muito debilitada fisicamente por causa da gripe, e particularmente ansiosa para tomar minhas novas pílulas azuis. Sim, Dormonid de 15mg. Já sinto que estou muito dependente desses remédios para dormir. Ainda consigo fazer uma análise fria a respeito, e sei que eu comecei a ter certos danos no cérebro. Não sou médica, mas eu sei disso. Dificuldades para falar em alguns momentos e perda de memória, confusão. Eu sei disso tudo, mas simplesmente não quero parar. Dessa vez eu não quero parar.
Claro que não é só a coisa dos remédios Tanta cocaína que eu já cheirei, e tanto álcool, e ainda alguma maconha no meio disso tudo faz toda a diferença. Duas overdoses, e mais muita, muita porrada psicológica que eu levo a vida toda contribui. Mas os comprimidos estão agindo rápido, e por um lado isso tem sido bom.
Tem tanta coisa que eu queria dizer, pra tanta gente. Mas eu estrago tudo, e fico magoando todo mundo. Tudo bem, você pode pensar. Mas é que esse todo mundo é tão pequeno, e são tão poucas pessoas, que eu acabo ficando presa em uma redoma que eu mesma criei. Sozinha.
Comecei a escrever algo que eu espero ser a minha "obra-prima". Claro que nunca será publicado, mas eu acho que deve ser a melhor coisa já escrita por mim. Talvez eu mande por e-mail pra alguém importante. Talvez não.
"Everybody lies", já dizia o Dr. Gregory House, e ele estava tão certo. Porque todo mundo mente? Qual a razão? Estou magoada pra sempre com alguém me me fez chorar, e isso não vai passar nunca, por mais que nunca seja pouco tempo. Essa pessoa fez com que eu voltasse a me cortar, e de forma mais pesada agora. Eu não tenho mais muito medo de errar o corte e acabar morrendo. Eu não tenho muita vontade de acordar amanhã.
Não, não pretendo me matar. pelo menos não agora; ainda não tenho toda a coragem necessária. Mas á algo que eu não descarto.
Antes u ficava deprimida, tomava uns remedinhos e tudo ficava mais ameno, mas dessa vez não passa. E a culpa é minha por acreditar nas pessoas.
Acabei de receber uma mensagem de texto no celular; e era engano. Assim, tudo isso me dói.Toda essa solidão.
Tanta coisa que eu queria dizer, mas acho que eu não vou ter tempo.
Sei que ninguém lê isso aqui, e eu fico feliz por isso. É um espaço meu. Voce pode ler, se quiser, mas aqui é o meu canto, onde eu desabafo, sob esse pseudônimo idiota que eu tirei sabe-se lá de onde.
Eu queria dizer que eu odeio suas mentiras, mas eu me odeio um pouco também.
Eu queria dizer, pra você, que muito antes de escrever seu nome no meu braço naquele dia, eu já sabia que você era único, e que seria único o resto da minha vida. Eu escutei uma voz na minha cabeça dizendo "é ele!". E foi mesmo. mesmo separados, mesmo eu me interessando por outras pessoas, e me desinteressando logo em seguida, NUNCA, nunca mesmo vai haver ninguém como você. E eu sempre vou ser sua flor solitária.
Eu queria dizer pra minha mãe, que eu a amo muito. Mas não como eu digo todo dia. Eu queria que ela visse isso. Queria conseguir provar. Queria dizer para o meu irmão que eu fico muito feliz por ele ter encontrado alguém tão especial e que o faça tão feliz, como ele sempre mereceu.
Eu queria, mas talvez eu nunca diga.
Eu tenho inveja das pessoas que curtem romances, e que são feizes. Eu tenho raiva de quem me faz de idiota. E eu desejo mal as pessoas, de todo o meu coração. Eu quero que muitas delas morram, e de forma feia. Eu quero que elas sejam infelizes.
E eu não vou ser alguém melhor, e não vou me aperfeiçoar. Não há mais tempo, e eu não quero. Já estou velha.
No final, acabei como minha mãe previa: sozinha, e amarga.
Acho que terei um velório bem vazio.

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